
O gargalo mudou de lugar
O setor portuário brasileiro fechou 2025 com 1,4 bilhão de toneladas movimentadas, um crescimento de 6,1% sobre o ano anterior, segundo a Antaq. Para 2026, o Novo PAC prevê mais de R$ 47 bilhões em infraestrutura portuária, com pelo menos 21 projetos em andamento. Só o terminal de contêineres de Santos deve saltar de 6 milhões para 9 milhões de TEUs por ano.
Esse crescimento empurrou uma demanda em cascata: armazenagem.
Transportadoras, operadores logísticos, armazéns gerais e indústrias que atuam em portos e corredores de exportação estão no limite da capacidade e correndo atrás de metro quadrado. Galpões modulares, montados em menos de 30 dias sem obra permanente, viraram a resposta rápida do mercado. Cerca de 30% dessas estruturas já estão instaladas em portos e áreas retroportuárias.
Até aqui, a leitura é consensual: falta espaço.
Mas existe uma segunda leitura, e ela é a que separa quem escala de quem trava.
Você amplia o galpão em 30 dias. E a conferência?
Uma operação portuária pode ampliar rapidamente sua área de armazenagem. O desafio é fazer a capacidade de controle crescer no mesmo ritmo: saber o que entrou, o que saiu, onde está e em que condição.
Porque na ponta, boa parte dessa operação ainda roda assim:
- Conferente com prancheta e caneta no pátio
- Planilha digitada horas depois, em outro turno
- Divergência de inventário descoberta só no fechamento
- Contêiner “perdido” que na verdade está a 40 metros, mas ninguém sabe
- Auditoria que depende de memória e de foto no celular pessoal
Ou seja: o investimento em concreto cresce 50%, e a capacidade de informação continua exatamente a mesma. O resultado não é falta de espaço, é espaço maior mal controlado, que é um problema mais caro.
Cada divergência de inventário em ambiente retroportuário custa demurrage, retrabalho, multa e credibilidade com o cliente final. E o custo escala junto com o volume.
A automação que cabe no bolso e no pátio
A boa notícia: resolver isso não exige um projeto de dois anos nem esteira automatizada. Exige capturar o dado no exato momento e no exato lugar em que o evento acontece. É aí que entra o coletor robusto e é aí que a Yep Solutions posiciona o Chainway P80 no portfólio.
Chainway P80: tablet robusto para operação pesada
O P80 é um tablet Android robusto desenhado para ambiente industrial, pátios abertos e armazém em expansão.
O que isso muda na prática de um terminal portuário:
- RFID UHF (leitor de longo alcance) lê dezenas de itens taggeados a metros de distância, inventário de pátio em uma fração do tempo do processo manual
- Tela de 8” substitui a prancheta com folga: o conferente vê o romaneio inteiro, marca na hora e o sistema atualiza no mesmo instante
- Bateria potente com 8.000 mAh cobre o turno completo, inclusive em operação 24/7 com revezamento
- Biometria integrada amarra cada movimentação a um responsável identificado — rastreabilidade e compliance sem papel
- Construção robusta aguenta poeira, umidade, variação térmica e queda no cais
O ganho não é “digitalizar a planilha”. É eliminar a janela cega entre o evento físico e o registro no sistema, a janela onde nascem praticamente todas as divergências.
Quem está expandindo capacidade para os próximos anos tem uma oportunidade rara: implantar o controle junto com a estrutura, e não depois. Automatizar a captura de dados em uma operação nova custa uma fração do que custa corrigir uma operação já viciada em processo manual.
Enquanto o mercado disputa metro quadrado, a vantagem competitiva real está em quem consegue girar esse metro quadrado mais rápido, com menos erro e com rastreabilidade auditável.
Perguntas Frequentes
Meu terminal ainda usa prancheta e planilha. Preciso trocar meu sistema de gestão para adotar o Chainway P80?
Não. O P80 roda Android e opera como camada de captura, integrando-se ao WMS, TMS ou ERP já em uso via aplicativo ou integração por API. Em operações que ainda não têm sistema, ele também funciona como ponto de partida. Avaliamos todo o cenário antes de propor a arquitetura.
Quanto tempo leva para implantar e ver retorno?
A implantação de hardware costuma ser rápida. A variável é a integração com o sistema de gestão. O retorno aparece primeiro na redução de divergência de inventário, no tempo de conferência e na eliminação de retrabalho de digitação. Esses três indicadores são os que recomendamos medir antes e depois, e são a base do cálculo de payback em cada proposta.
O equipamento aguenta ambiente portuário: sol, chuva, poeira e queda?
O P80 é um dispositivo robusto (rugged), projetado para uso industrial contínuo, diferente de tablets de consumo. Na proposta técnica, detalhamos as certificações de proteção e resistência aplicáveis ao seu cenário de uso específico, incluindo operação em área externa e cais.
Vale mais a pena RFID ou código de barras na minha operação?
Depende do que você movimenta. Código de barras é excelente para conferência item a item com baixo custo de etiqueta. RFID UHF entrega ganho exponencial em inventário de grande volume, leitura em massa e portais de passagem. O P80 faz os dois, o que permite começar por um e evoluir para o outro sem trocar de hardware. Essa análise faz parte do diagnóstico que fazemos antes da proposta.
Minha equipe de pátio tem resistência a tecnologia. A curva de aprendizado é um problema?
É justamente o oposto do que o time costuma esperar. A interface é Android, o gesto é o mesmo do celular que a pessoa já usa, e a tela de 8” reproduz visualmente o que a prancheta mostrava. Na prática, a adoção tende a ser rápida quando o processo digital é desenhado a partir do fluxo real da operação, e é assim que estruturamos os projetos.
Quer avaliar o cenário da sua operação? Fale com a gente e através de uma das nossas redes credenciadas você recebe um diagnóstico técnico com a recomendação de captura de dados adequada ao seu terminal.
Fonte dos dados: Antaq, Novo PAC e reportagem da Mundo Logística (02/07/2026).
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fevereiro 11, 2026
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